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22 de mai. de 2014

Ato Público em favor do America, do Futebol e dos Clubes

Sou torcedor apaixonado e sócio proprietário do America, um dos clubes mais tradicionais do Brasil e que passou, ao longo dos últimos anos, por graves crises institucionais. Mas que este ano inicia um círculo virtuoso, um processo de renovação. Como virou moda dizer, está sendo ‘repaginado’. 


Reproduzo acima a versão digital do House Organ do clube. Se quiser ler ou fazer o download da versão em PDF, clique aqui. Sinta-se à vontade para retransmitir para o maior número de pessoas! A matéria principal é sobre o Ato Público em favor do America, do Futebol e dos Clubes, que será realizado na ABI - Associação Brasileira de Imprensa - no dia 2 de junho, segunda-feira, das 18 às 21 horas.

Eu terei a honra de ser o Mestre de Cerimônias do evento, que reunirá as principais lideranças do Rio de Janeiro e do Brasil.

É uma excelente oportunidade para apoiar e prestigiar. O America precisa do apoio de todos, afinal são 110 anos de história que se integram, não só à do futebol, bem como à do Rio de Janeiro e à do Brasil. Não à toa é o clube mais simpático e querido do país.

Agradeço e parabenizo os envolvidos nesse processo. Tenho muito orgulho em estar vivendo esse momento histórico de transformação do America ao lado de pessoas como vocês.

Sucesso a todos.

21 de mar. de 2014

Ayrton: o melhor de todos

Se vivo, hoje Ayrton Senna completaria 54 anos. 

Quem não se lembra com alegria, emoção e carinho, das muitas manhãs (e madrugadas) de domingo à frente da TV? Ayrton foi, e continua sendo, exemplo de determinação, dedicação e superação. 


Perto de completar 20 anos sem ele, não poderia deixar de prestar aqui minha homenagem.

Obrigado, Ayrton.

22 de ago. de 2013

"Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho"

Em uma entrevista à revista Golf Digest, em 2002, o golfista Gary Player (foto) contou a história desta famosa frase.
"Eu estava treinando em um banco de areia em um campo no Texas quando um simpático senhor com um grande chapéu de cowboy parou para observar.
Assim que ele se aproximou, acertei o buraco em uma tacada. Ele deu uma risada, aplaudiu e me disse: "te dou 50 pratas se você acertar de novo!"
Acertei novamente o buraco em uma tacada, Ele riu de novo e disse: "o dobro ou nada"!
Foram três acertos seguidos ao todo.
Ao tirar o dinheiro da carteira, ele olhou para mim, rindo, e disse: "rapaz, eu nunca vi ninguém tão sortudo assim na minha vida"!
Eu olhei para ele e respondi: "bem, quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho"!"
"Pratice makes perfect".
Sucesso a todos!
Mario Linhares

9 de ago. de 2012

Londres 2012: Brasil iguala o número de medalhas de Pequim 2008

Delegação brasileira no desfile da cerimônia de abertura
O Brasil já garantiu o mesmo número de medalhas em relação à última edição dos Jogos Olímpicos: quinze. 

Em Pequim, conquistamos três ouros, quatro pratas e oito bronzes. Em 
Londres já estão definidos dois ouros, duas pratas e sete bronzes. Outras quatro medalhas já estão garantidas, falta definir a cor: o Futebol Masculino e o Vôlei Feminino (ouro ou prata) e o Boxe, com os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão (ouro, prata ou bronze).

Podemos ultrapassar a marca de medalhas de Pequim com a Vela, na Classe 470 feminina. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estão em 5º e vão disputar a Medal Race no sábado com possibilidade de bronze. No Taekwondo, Natália Falavigna é candidatíssima ao pódio em todas as revistas especializadas.

Ainda tem o Vôlei Masculino. A equipe de Bernardinho disputa amanhã a semifinal com a Itália. Se ganhar é no mínimo prata. Se perder ainda vai disputar o bronze.

Na prova mais nobre dos Jogos, a Maratona, temos o Marilson dos Santos, tricampeão da São Silvestre e bicampeão da Maratona de Nova Iorque. Ele conquistou a melhor marca da carreira na Maratona de Londres do ano passado (2:06'34"), quando foi 4º colocado. Este ano ele disputou novamente para estudar o percurso e ficou em 7º. Não forçou por causa da preparação olímpica. 

Podemos torcer também para o Pentatlo Moderno Feminino. A Yane Marques só não ganhou medalha em Pequim  (foi 5ª colocada) porque teve problema com o Hipismo. Para Londres está muito forte e vem embalada com o Bronze no Campeonato Mundial. E agora tem um cavalo "porreta" como ela mesmo define!!! 

Parabéns a nossos campeões - atletas e comissões técnicas - verdadeiros herois!!! Estas duas semanas foram exemplos de superação.

Sucesso.

Mario Linhares

4 de ago. de 2012

A importância da preparação psicológica

Fabiana Murer: campeã mundial não se classificou para a final olímpica
Estas Olimpíadas têm sido um grande exemplo para todos nós.

O que mais me chamou a atenção no dia de hoje foi ter visto dois atletas brasileiros, campeões mundiais em suas provas, Fabiana Murer - no salto com vara - e Mauro Vinícius da Silva, o Duda - no salto em distância, terem desempenhos muito abaixo do esperado em suas provas. Fabiana nem se classificou para a final e Duda terminou em sétimo, após queimar quatro saltos na final.

Notem que ambos eram candidatíssimos a conquistas de medalhas em todas as listas especializadas do mundo.

Podemos citar outros casos de atletas brasileiros ou de outras nacionalidades, mas o importante aqui é um ponto: por que, depois de um ciclo olímpico perfeito, com marcas que os qualificaram à condição de favoritos, tiveram um resultado tão abaixo do esperado?

Podem ter certeza que foi por descontrole emocional. Muitos chamam isso de "amarelão", eu não gosto deste termo. O fato é: eles erraram fundamentos que treinam à exaustão há anos, diversas vezes por dia, faça chuva ou faça sol.

Há muitos exemplos de atletas de ponta, recordistas mundiais que, na hora H, perderam a tão esperada medalha por "detalhes". Por descontrole emocional. O mais famoso que me vem à mente foi Sergei Bubka. Ele ganhou ouro em sua primeira Olimpíada (Seul - 1988), quando ainda não era recordista mundial. Depois disso, quebrou o recorde mundial 35 vezes no salto com vara, até chegar aos 6,15 metros (marca que muitos consideram imbatível!!!). Disputou mais três jogos (Barcelona - 1992, Atlanta - 1996 e Sydney - 2000). Era franco favorito em todos. Resultado: desempenho pífio, muito abaixo do esperado. NENHUMA medalha!!! Quando precisou mostrar que era o melhor (e era!!!), faltou preparo psicológico.

Se atletas de alta performance, verdadeiros e indiscutíveis campeões, passam por isso, o que será de nós, simples mortais, ao lidar com pressão? O que fazer?

Prepare-se à exaustão. Domine as competências necessárias. Mentalize todas as possibilidades, boas e ruins. Desenvolva alternativas e caminhos a seguir para cada uma delas. Fortaleça-se psicologicamente. E o principal: imagine-se vencedor.

Toda realização nasce primeiro no plano mental. Antes de vencer no mundo físico, você tem que fazê-lo no mundo mental.

Sucesso.

Mario Linhares

19 de jul. de 2012

Os verdadeiros campeões constroem catedrais!


A história é curta mas merece uma longa reflexão sobre a forma como você enxerga a vida.

Um homem entrou em uma obra e viu três pedreiros trabalhando.

Aproximou-se do primeiro e perguntou: "O que você está fazendo". O pedreiro, nem ao menos olhou para ele e respondeu: "estou assentando tijolos."

O mesmo homem fez a mesma pergunta para o segundo pedreiro. Este parou , olhou para ele, limpou a testa com a manga da camisa, refletiu um pouco e respondeu: "estou levantando uma parede."

O homem dirigiu-se então ao terceiro pedreiro. Notou que trabalhava muito motivado e tinha uma energia invejável. Estava plenamente comprometido com sua missão. Fez a ele a mesma pergunta.

Ele virou-se com um sorriso no rosto, estufou o peito com orgulho e respondeu de forma vibrante: "estou construindo uma catedral!"

Infelizmente, a postura mental da maioria das pessoas é de "assentar tijolos". Poucos "levantam paredes". E raros são aqueles que "constroem catedrais".

Sei que muita gente vai pensar que isto é uma grande bobagem, afinal os três são pedreiros e vão ganhar a mesma coisa. Se você tem esta atitude mental, reflita um pouco. Em sua opinião quem é mais feliz? Quem é mais querido? Quem se comunica melhor? Quem se integra mais em uma equipe? Quem obtém mais sucesso ao longo da vida?

Pode estar certo de uma coisa: os verdadeiros campeões constroem catedrais!!!

Sucesso.

Mario Linhares


1 de jun. de 2012

O impossível só existe se você acreditar nele

Em 1990, o Comitê Olímpico Internacional incluiu o Vôlei de Praia como esporte olímpico, com estreia prevista para Atlanta, nos EUA, seis anos mais tarde. Naquela época o esporte era dominado quase que em sua totalidade, por dois países: EUA e Brasil.

Ao saberem da inclusão, Kerri Pottharst e Natalie Cook, duas atletas medianas de vôlei de quadra, que nunca haviam sequer participado da seleção nacional australiana - país sem nenhuma tradição no esporte - tomaram uma decisão: seriam campeãs olímpicas em Sydney, 10 anos depois.

O trabalho foi longo. Começaram o planejamento pelo final: o ouro olímpico em 26 de setembro de 2000. Definiram o que seria necessário: comissão técnica, apoio nutricional, psicológico, torneios no exterior. Reuniram todas as economias e levantaram recursos limitados com entidades públicas e privadas.

A primeira contratação foi o treinador americano Steve Anderson (foto), indicação de um amigo que o conheceu nos EUA. Além de ter sido atleta de basquete amador e ter tido uma passagem sem sucesso pelo vôlei de praia da Califórnia, Steve trabalhava na época como vendedor de uma empresa de suplementos alimentares. Era uma pessoa extremamente carismática e querida entre os atletas da modalidade. Mas não tinha NENHUMA experiência como treinador.

"Escolhemos o Steve por diversas razões. Queríamos um treinador americano ou brasileiro. Como não falávamos português achamos que a comunicação com um americano seria mais fácil. Este conjunto de fatores nos fez escolher o Steve. Gostamos dele. Acreditamos no que ele nos passou na entrevista. Mas havia uma questão importante: não podíamos pagar um salário muito alto, apenas US$ 500,00 por semana. Apesar disso, ele aceitou o desafio, acreditou no projeto." Afirmou Natalie Cook à Sports Illustrated após os Jogos de Sydney.

A segunda contratação, "provavelmente a mais importante", segundo Steve Anderson, foi Kurek Ashley (na foto entre Kerri Pottharst e Natalie Cook), famoso palestrante e motivador australiano, conhecido por grandes transformações psicológicas em pessoas de sucesso.

O programa desenvolvido por ele, e que foi seguido à risca pelos três, envolvia foco total no ouro em Sydney. Para se ter uma ideia dos detalhes, os tubos de pasta de dentes, embalagens de xampu, cremes, caixas de ceral, de leite, latas e muito mais eram "envelopados" com adesivos escritos "OURO EM SYDNEY". Ao acordar pela manhã eles se olhavam no espelho e diziam em voz alta para si mesmos: "hoje darei mais um passo em direção ao ouro em Sydney."

Além disso, claro, muito treino físico, técnico e tático. Desde 1991, foram três anos com uma carga superior a seis horas por dia. A participação em torneios era restrita aos de menor importância na Austrália.

A partir de 1994 começaram a participar do Circuito Mundial. Entrevistadas pelo Corriere Dello Sport - depois de participar de seu quinto torneio e conquistar a oitava derrota seguida, sem conquistar sequer uma vitória - foram perguntadas qual era seu objetivo no esporte. A resposta: o ouro em Sydney. Foram ridicularizadas. Viraram motivo de chacota.

Mas não perderam o foco. Continuavam treinando e repetindo seu ritual diário. Foram necessárias 14 partidas para conquistarem sua primeira vitória. Terminaram o ano com a nada animadora marca de 23 partidas e apenas CINCO vitórias. A melhor colocação em um torneio foi a classificação para a chave principal e eliminação na PRIMEIRA rodada, em Jablonki, na Polônia. Posição no ranking: 187º.

Em 1995 já tiveram uma clara evolução: 32 partidas com 23 vitórias e duas participações em quartas de final e duas em oitavas de final. Ranking: 35ª melhor dupla do ano, o que, com os descartes, representava a classificação para as Olimpíadas de Atlanta, a primeira com a participação do Vôlei de Praia como esporte olímpico.

O resultado deu moral à dupla e ao treinador. O objetivo estava mais próximo. Mantiveram-se focados no longo caminho que ainda tinham que percorrer.

Veio o ano olímpico. Foram a grande surpresa do início da temporada, chegando a duas semifinais no Circuito Mundial, sem contudo conquistar medalhas, e duas quartas de final. Nas Olimpíadas, a grande surpresa: uma campanha quase perfeita. três vitórias seguidas às conduziram para a semifinal contra as brasileiras Monica Rodrigues e Adriana Samuel. Primeira e única derrota olímpica: 15 x 3. Na decisão da medalha de bronze, vitória por 2 x 0 (15/11 e 15/7) sobre as americanas Hanley e Harris (na foto, Kerri Pottharst na disputa da medalha de bronze).

A PRIMEIRA medalha conquistada pela dupla era o bronze olímpico!!!

No ano seguinte, sagraram-se vice campeãs mundiais e conquistaram definitivamente o respeito da comunidade internacional.

A equipe se separou por pouco mais de um ano e retomou o projeto em 1999, 18 meses antes das Olimpíadas de Sydney. Vieram com força total nos treinos, foco máximo.

Tinham porém um grande obstáculo: as brasileiras Shelda e Adriana Behar, que estavam no auge da forma física e técnica. A dupla era na época TETRA campeã mundial e havia ganho 80% dos torneios que havia disputado.

Todos julgavam que o período de afastamento custaria à dupla a medalha olímpica. O ano era sofrível. Só conseguiram a classificação para a olimpíada por serem a melhor dupla australiana, pois estavam em 89º lugar no ranking mundial.

Elas e o técnico, porém, continuaram acreditando e trabalharam como nunca.

O resultado foi surpreendente:  campeãs invictas com direito à vitória na final por 2 x 0 (12/11 e 12/10) sobre a melhor dupla do mundo na época, Adriana e Shelda.

O "impossível" havia se tornado realidade. O projeto tornou-se possível devido à dedicação, ao empenho, ao planejamento e a outros fatores importantes, mas o que realmente foi decisivo foi ACREDITAR que era POSSÍVEL, REALIZÁVEL.

Acredite que é possível realizar. Mantenha o foco. Trabalhe com afinco e dedicação diariamente para que seu objetivo se torne mais próximo. Não se abata com a opinião negativa das pessoas à sua volta.

O impossível só existe se você acreditar nele.

Sucesso.

Mario Linhares

16 de mar. de 2012

Mesmo que tudo pareça dar errado, não desista

A história que narro abaixo é uma melhores que já li sobre superação, resiliência e perseverança. Recebi há pouco mais de quinze anos, por e-mail, de um grande amigo, que tentava me consolar depois de um grande fracasso. Estava tão abalado que pensei em desistir de meu projeto de tornar-me um empreendedor.

A história me deu forças para "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima". Dedico a você que depois de um grande baque tem vontade de desistir de tudo, de esquecer seu sonho, seu objetivo. Dedico a você que acha que só há uma grande chance na vida.

Lembre-se: o universo conspira a nosso favor, Esteja preparado pois, quando menos se espera, uma nova oportunidade aparece e você só vai perceber se estiver pronto para ela.

Esta é a história de Soichiro Honda, fundador da fábrica de motocicletas que leva seu nome.

S. Honda aos 18 anos
Ele nasceu em 1906, em uma pequena aldeia no Japão, Hamamatsu. Sua família era humilde, seu pai era ferreiro e não teve acesso à educação formal quando criança. Somente aos 12 anos entrou para a escola, que abandonou apenas dois anos depois, pois não se interessava por livros e pela teoria.

Desde cedo, porém, gostava de desmontar e descobrir como as coisas funcionavam. Aos oito anos construiu sua primeira bicicleta. Aos treze já tinha diversas pequenas invenções. Quando completou 16 anos, mudou-se para Tóquio e conseguiu um emprego de aprendiz em uma oficina mecânica.

Alguns anos depois voltou para sua cidade natal e montou sua própria oficina. Casou-se e passou a trabalhar cerca de 20 horas por dia, dormindo na própria oficina. Neste período começou a desenvolver o projeto de uma bicicleta motorizada. Após desenvolver o protótipo e registrá-lo, o apresentou para uma grande empresa, que recusou o produto por "não atender o padrão mínimo de qualidade exigido" e "não ser de interesse do mercado".

Protótipo da "bicicleta motorizada" de Soichiro Honda
Muitos teriam desistido aí. O que ele fez? Incluiu inovações no projeto e criou um novo protótipo e o apresentou novamente. Conseguiu o aporte de capital necessário para a construção de uma pequena fábrica, inaugurada pouco antes do início da II Guerra Mundial.

Os negócios estavam começando a deslanchar quando sua fábrica foi bombardeada em um ataque americano, sendo completamente destruída. Muitas pessoas pensariam, que aquilo era um sinal para desistir, Soichiro Honda não.

Começou a reconstrução da fábrica, através de empréstimos bancários, e retomou a produção. Seis meses depois de inaugurada a nova fábrica, porém, um terremoto de grandes proporções pôs tudo abaixo!!! Tenho certeza que a grande maioria das pessoas que lerem esta história pensariam em, finalmente, desistir. Ele, não.

Soichiro Honda aos 75 anos
Começou, novamente a reconstrução e, finalmente, o universo conspirou a seu favor: uma grande escassez de combustível fez com que o governo japonês financiasse a expansão da fábrica e criasse uma linha de crédito especial para a aquisição das "bicicletas motorizadas" de Soichiro Honda.

A procura pelo produto revolucionário faz com que ele buscasse parcerias com distribuidores independentes e rapidamente formou uma rede de 5 mil lojas que, não só viraram pontos de vendas, como também investidores no crescimento da empresa.

Hoje a Honda Motor Company é a maior fabricante de motocicletas do mundo e uma das gigantes da indústria automobilística.

Soichiro Honda tornou-se um ícone de empreendedorismo. Ele faleceu aos 85 anos, em 1991. Sua grande lição? Não desista nunca de seu sonho.

Sucesso.

Mario Linhares

15 de mar. de 2012

Lembre-se: você é humano

Busto de Trajano, Gliptoteca de Munique
O imperador Trajano (53 - 117) é considerado, por muitos historiadores, um dos melhores e mais justos do Império Romano, que liderou entre 98 e 117.

Como administrador foi responsável pela reestruturação do Estado, recebendo do Senado, como reconhecimento, o título exclusivo de Optimus Princeps. Reativou o comércio e a agricultura, reduziu a carga tributária e realizou um ambicioso programa de obras em todo o império. Além de edifícios públicos, como o novo fórum de Roma, construiu estradas, pontes, aquedutos, portos, banhos públicos e infraestrutura sanitária.

Apesar disso, seu grande destaque deu-se pelas conquistas militares e territoriais, destinadas a aumentar e consolidar o poder de Roma e a proporcionar os recursos necessários para suas reformas. Sob seu reinado o Império Romano atingiu sua máxima extensão.

Após as principais conquistas, costumava retornar à Roma para apresentar ao Senado, e ao povo, suas vitórias. Para isso era realizada uma grande cerimônia no Coliseu.  Estas cerimônias tinham como ponto alto, a entrada do César vestido com roupas militares, em uma biga dourada puxada por cavalos brancos.

O detalhe, que pouca gente conhece, é que Trajano levava consigo um escravo, de sua confiança, que tinha como única missão sussurar a seu ouvido: "hominem, te memento"  ou simplesmente "lembre-se: você é humano".

"Você é humano". Três palavras profundas que tinham como objetivo não deixar o sucesso, as glórias, as conquistas, subirem à sua cabeça.

Trajano sabia que o grande erro que muitos de seus antecessores haviam cometido foi acharem-se indestrutíveis, sobrenaturais, divinos. O grande erro foi terem se esquecido destas três palavras simples: "você é humano".

Temos a tendência de achar que somos invencíveis depois de uma fase de vitórias. Esse é o maior erro que alguém pode cometer.

Chegar no topo não é tão difícil. O difícil é manter-se lá.

Se o sucesso começar a subir à sua cabeça, lembre-se: você é humano.

Sucesso.

Mario Linhares

11 de fev. de 2012

Obrigado Audax RJ. Parabéns Abílio Diniz.

Final da Taça GB de 2006: America vice-campeão
  Entre 2005 e 2006 tive a honra de ocupar a Diretoria de Marketing do America Football Club, do Rio de Janeiro, meu time de coração, o clube mais simpático do Brasil.

Foi uma época de grandes realizações para mim e para o clube. Para começar, me orgulho de ter colaborado na montagem da equipe mais vitoriosa do clube nos últimos 30 anos.

Fui responsável pela parceria entre o America e a Intersports, empresa de marketing esportivo norueguesam que trouxe jogadores como Martin Del Campo (ex-lateral direito da seleção uruguais) e Gonzalez, atacante argentino  do Real Betis (Espanha).

Esta equipe, que foi a surpresa da competição, teve a melhor campanha na soma de pontos dos dois turnos, ou seja, se o campeonato fosse por pontos corridos teríamos sido campeões. Ficou o vice-campeonato da Taça Guanabara (1º turno) do Campeonato Carioca.

Charge publicada às vesperas da final da Taça GB
Na época, uma de minhas atribuições era o relacionamento com os veículos de comunicação. Posso dizer que a missão foi cumprida com sucesso: a exposição do clube na mídia saltou de US$ 400 mil - média dos dez anos anteriores - para U$ 30 milhões durante o Campeonato Estadual de 2006.

Por que escrevo sobre este assunto hoje? Como torcedor estou triste porque meu time perdeu para o Audax RJ por 2 X 1 pela SEGUNDA Divisão do Campeonato Carioca (sim, um time que há seis anos era a sensação do campeonato, está disputando a 2ª Divisão pela SEGUNDA vez).

Mais triste ainda quando tentei me informar sobre o andamento da partida. Pelo Twitter tomamos de goleada da assessoria de imprensa do Audax. TODOS os detalhes da partida em 23 tweets (via @audaxrj) contra APENAS QUATRO (!!!) da America (via @americarj). Detalhe, o America nem ao menos postou o resultado final. O último tweet foi aos 41 minutos do 2º tempo!!!

Aí pensei vou ao site. Nenhuma informação do jogo. Só que o America estava animado para enfrentar o Audax após o empate (!!!) com o Sampaio Correia (não é aquele do Maranhão, é o da região dos lagos).

Site do AFC registrado em nome do VP de Comunicação
 Sobre o site, um agravante. Há cerca de um mês decidi entrar no site oficial do clube e digitei www.america-rj.com.br que é o domínio utilizado desde que o America se tornou o primeiro clube no Brasil a ter site na internet.

Grande surpresa: o site foi redirecionado para www.americario.com.br. Mudaram o domínio, pensei. Aí fui verificar o registro do domínio no site da FAPESP (https://registro.br/cgi-bin/whois/?qr=americario.com.br) e descobri que o novo site é de propriedade do Vice-Presidente de Comunicação (!!!), o sr. Mauro Correa. Conversei com o Mauro - que conheci em 2006 e que, tenho certeza, é bem intencionado - a respeito e ele me afirmou que havia sido um erro da agência de publicidade mas solicitaria a alteração. Lembro: isto foi hã um mês e até agora nada mudou.

Mas vamos voltar â via crucis do torcedor de um clube sem gestão profissional (no caso, infelizmente o America). Fui ao Facebook (http://www.facebook.com/pages/America-Football-Club/278314778859669) não há NADA publicado, somente que o site é www.america-rj.com.br (o original!!! Mas se você clica lá vai para o do Mauro).

Vou confessar que senti uma pontinha de inveja da (pequena) torcida do Audax RJ, clube empresa do Grupo Pão de Açúcar, que é administrado de forma brilhante e profissional pelo José Carlos Brunoro. O clube tem uma assesoria de imprensa de time grande e uma infraestrutura que dá inveja a qualquer clube no Brasil.

Obrigado Audax RJ. Graças a vocês pude acompanhar (e sofrer com) a derrota do meu America.

Aproveito para parabenizar o Abílio Diniz. Mais cedo havia twitado para ele sobre o jogo.

Em tempo: o site do Audax RJ (www.audaxrj.com.br) é excelente.

Sucesso.

Mario Linhares

8 de fev. de 2012

No Workshop CVC, homenagem aos 40 anos da empresa

Começa hoje, no Expo Center Norte, em São Paulo, a maior feira de turismo de uma operadora da América Latina. o Workshop CVC.

Os números são grandiosos, assim como é a CVC: 700 expositores, 12 mil agentes de viagem e centenas de milhões de Reais em negócios para os próximos meses.

Tive o prazer de fazer parte da equipe CVC por três anos, até setembro do ano passado, quando ocupei a gerência do Atendimento a Agências da empresa no Rio de Janeiro.

Este foi um período rico em realizações, no qual tive a oportunidade de trabalhar e conviver com pessoas com as quais aprendi muito.

Gostaria de destacar duas que foram muito importantes e que foram o grande motivo de ter interrompido em 2008 um ciclo de emprendedor para virar executivo/aluno da empresa: Valter Patriani, ex-CEO da empresa e Antonio Catlos Melo, Gerente Regional do Rio de Janeiro e Juiz de Fora.

Eu, Valter (C) e Antônio Carlos
O Valter, já mencionei antes, é o MELHOR vendedor que já trabalhou com turismo no MUNDO!!! Apesar disso é uma pessoa simples e acessível. Falava com ele pelo menos duas bezes por semana. Não houve uma única vez que ligasse para ele que não me atendesse. Caso estivesse ocupado ligava assim que possível. Sempre começou o dia ligando para TODOS os aniversariantes. Começar o dia de seu aniversário recebendo o telefonema do CEO às 07h00 é uma coisa que gera uma cumplicidade, uma lealdade incomparável. Tive a honra de assistir a diversas palestras dele e de palestrar a seu lado em duas ocasiões. Um dos maiores orgulhos profissionais que tenho foi ouvir dele algumas vezes: "Sou seu fã". Dediquei inclusive um post a ele quando de sua saída da presidência da CVC.

A admiração pelo Antônio Carlos vem do fato de ele ter começado na "base da pirâmide", como promotor da empresa. Abraçou a ideia de vir para o Rio de Janeiro com a atual esposa, Claudia, desbravar um mercado que não os aceitava aqui. "CVC é empresa de paulistas", "não vai dar certo no Rio" foi o que mais ouviram. Perseveraram, insistitram no sonho. Hoje os dois são representantes exclusivos da CVC, tem 40 lojas, empregam mais de 500 pessoas e tem um faturamento anual superior a R$ 200 milhões. 

Aos dois, aos mais de 7 mil colaboradores diretos, a todos os parceiros e milhares de agentes de viagem que fazem da CVC a maior operadora do lado de cá do Atlântico, meus parabéns pelos 40 anos de conquistas.

Excelentes vendas. Sucesso.

7 de fev. de 2012

Parabéns a todas as mulheres

Primeiro foi uma pesquisa que demonstrou que as mulheres estacionam melhor que os homens. Depois outra que elas se arrumam mais rápido (e melhor, diga-se de passagem) que nós. Agora uma terceira que afirma que a capacidade de raciocínio delas é melhor que a nossa.

Isso não me surpreende. Pelo contrário, confirma uma teoria que tenho há anos: em toda mulher há uma super heroína.

É admirável a capacidade de múltiplas tarefas que as mulheres desempenham simultaneamente. É algo ancestral, da época em que tinham que cuidar da caverna, mantê-la limpa, cuidar dos "filhotes", manter-se atenta para a aproximação de algum predador e muitas outras funções. Nossas atribuições naturais eram mais pragmáticas: alimentar e proteger a prole. Nós, força bruta. Elas, planejamento e gestão.

Todo homem deveria aprender com sua mãe. irmãs. namorada, mulher e amigas a gerir seu tempo e estabelecer suas prioridades. Se conseguirmos desenvolver só um pouco destas qualidades, seremos pessoas muito melhores.

Parabéns a todas as mulheres, que conseguem ser profissionais, donas de casa, mães, amigas, namoradas, esposas, alunas, atletas (ufa! Cansei só de pensar) e ainda acharem tempo para serem a razão de nossas vidas.

Obrigado por existirem.
Sucesso

27 de jan. de 2012

Você estabelece seus limites

Mozart Catão, no topo do Everest
Há alguns anos tive o prazer de conversar sobre limites com o saudoso Mozart Catão - primeiro brasileiro a pisar no Everest (RIP).
Perguntei como ele tinha conseguido algo que poucos montanhistas haviam conquistado. Ele me disse com a maior naturalidade:
"Desde que comecei a escalar, quis o Everest. Quando me diziam que era impossível eu perguntava porque, afinal era apenas uma montanha, e eu posso escalar qualquer montanha".
E ele chegou lá!!! Conseguiu pois o limite que ele havia estabelecido era o máximo, o "impossível".
Acredite que você consegue. Mentalize que é possível e você também será capaz de conquistar o que antes era "impossível".
Sucesso.
Mario Linhares

1 de dez. de 2011

Valter Patriani deixa o comando da CVC

Valter Patriani
Falei há pouco pelo celular com Valter Patriani, que deixa, a partir de amanhã a presidência da CVC, maior operadora de turismo deste lado do Atlântico.

Tive o prazer e a honra de trabalhar sob sua liderança por três anos, quando fui responsável pelo mercado de agências de viagens do estado do Rio de Janeiro. Foi um grande aprendizado para mim. 

É difícil descrever as grandes virtudes do Valter, mas nesta homenagem, destaco duas que procuro adotar como axiomas em minha vida: a acessibilidade e a proatividade.

Mesmo como CEO da CVC, não houve uma única vez que tenha ligado que não tenha falado PESSOALMENTE com ele. Caso estivesse em reunião retornava assim que estivesse disponível. Sempre foi mais fácil falar com ele que com muitos diretores da empresa. 

Diversas vezes enviei e-mails após meia-noite e, sem exceção, recebi respostas com soluções práticas em menos de 30 minutos. Sempre disposto a facilitar uma venda, Valter é o melhor vendedor que conheci em 25 anos de trabalho.  Como ele sempre disse, o vendedor número 1 da CVC.

Valter, obrigado por tudo e sucesso nesta nova fase de sua vida profissional.

Termino tomando a liberdade de usar duas frases que ele sempre usou ao final de nossas conversas: "Valter, sou seu fã. Você é uma pessoa diferenciada, especial."

Excelentes vendas a todos. Sucesso.

Mario Linhares
mariolinhares@marlinx.com.br

Conheça mais sobre a Marlinx pelo site www.marlinx.com.br ou nos siga pelo twitter @marlinxbr

18 de out. de 2011

Texto de Campeão: "Enchendo o Saco" de Nuno Cobra

Recebi este texto por e-mail e tomo a liberdade de publicá-lo, com o devido crédito ao brilhante Nuno Cobra a quem não tenho o prazer de conhecer pessoalmente, mas aproveito para parabenizar.
 
"ENCHENDO O SACO

Deste o início da vida, ainda na primeira infância, por necessidade de fazer de nós criaturas civilizadas, nossos pais cuidadosamente vão enchendo o saco das negatividades. São as críticas, os nãos, as repreensões ou repressões, em que sempre se salientam nossos erros. Os acertos e façanhas, esforços e vitórias parecem não receber a mesma atenção.

Por uma questão cultural, os acertos são vistos como obrigações das crianças e jovens, e, como não são louvados e levados em conta, o saco das positividades vai ficando vazio. Com o tempo, nossos erros passam a ser o ponto de referência para todas as coisas. E isso é desastroso numa personalidade em formação. Querendo nos fazer fortes, nos enfraquecem, acentuam em nós apenas erros, fracassos e desacertos.

Claro que os pais sempre agem com boa intenção. E isso é desastroso numa personalidade em formação. Querendo nos fazer fortes, nos enfraquecem, acentuam em nós apenas erros, fracassos e desacertos.

Claro que os pais sempre agem com boa intenção. É no louvável intuito de nos ajudar que nos atrapalham tanto. A criança faz cinco coisas certas e os pais, quando tinham de ficar esfuziantes, parece que tem um bloqueio para elogiar. Às vezes a criança precisa fazer oito ou mais acertos, daqueles muitos bons, para então, aí sim, receber um elogio - ainda que fraquinho...

Mas se, depois de tantas coisas certas, cometer um único erro, recebe uma baita bronca com todas as letras.

Fica difícil para a criança suportar esse desequilíbrio e manter em evolução o seu caráter de vencedora. Um exemplo nítido é a entrega do boletim escolar. O jovem chega em casa com as notas da escola. Conseguiu notas boas na maioria das matérias, mas uma delas, apenas uma nota baixa, faz o pai se aborrecer muito. O pai esquece que no mesmo boletim existem outras oito notas altas. Mas o elogio não vem.

Dessa maneira o pai enche o saco das negatividades de seu filho, que, depois de dez, quinze minutos, estará realmente com o saco cheio.

No mundo, a ordem é falar mal. Todos derrotam todos, todos anulam todos - o que pode restar para oferecer a não ser a amargura e o sofrimento da derrota que nos impingiram desde crianças? Se você tem uma bacia com abacaxis, como vai poder dar uma maçã? Ninguém dá o que não tem. Mas não podemos sair por aí apenas dando o que nos deram. Temos de reciclar isso tudo.

De um lado, o saco das negatividades passa a vida transbordando; de outro, o saco das positividades fica sempre magrinho, quase vazio. O que falta em nossa sociedade é o exercício do elogio, que encheria o saco das positividades. Mas quem elogia? Quase ninguém! Portanto, não se recebe elogio. E, se não se recebe elogio, não se elogia. Somente a crítica tem lugar de destaque em nossa sociedade. E assim caminha a humanidade...

Há que se inverter esse processo de derrota e injetar na sociedade um elemento de progresso e de conquista. Cada vez que você elogia uma pessoa é um estímulo para ela viver e um incentivo a fazer com que queira repetir o ato que lhe trouxe conforto e gratidão. Esse pequeno contaminado por tal vírus é positivo e estimulante. E é preciso coragem, porque o elogio implica lançar a pessoa para cima e às vezes ela pode subir mais alto que você; porém, se você ficar preocupado com o fato de que ela vai mais alto, é porque você mesmo se colocou num nível muito baixo.

O elogio é um ato de desprendimento e de confiança em si mesmo. Quem se sente superior elogia muito; quem se considera para baixo fica mais cioso desse ato de glória; quem nunca elogia talvez nem se encontre mais.

O elogio talvez seja o ato de maior força na sociedade e deveria ser mais usado. Em qualquer lugar, é fulminante. Seja em casa, seja na empresa, seja na escola. Se alguém começar a exercer mais o ato do elogio, pode passar a ser um ímã em qualquer ambiente - todos querem ficar ao seu lado.

A felicidade, na verdade, está no fato de as pessoas tirarem o maior proveito das ocorrências do dia-a-dia, salientando ao máximo as coisas boas que acontecem e menosprezando as coisas ruins. A felicidade está na nota que se dá a cada coisa.

Se você dá nota alta a um acontecimento ruim, claro que vai sentir-se mal, mas se der notas altas somente a coisas boas, viverá sempre feliz. As pessoas positivas são otimistas porque conseguem otimizar a positividade.

O resgate que fazemos com as pessoas está muito dentro desse contínuo encher o saco da positividade, salientando as inúmeras vitórias que conquistam no seu dia-a-dia de trabalho com o corpo. Serão tantas as vitórias em seu treinamento que essas ocorrências enchem o saco outrora vazio.

O negócio é encher o saco de seus filhos, encher o saco de seus alunos, encher o saco de seu vizinho, encher o saco de todo mundo. Mas o esforço é no sentido de encher o saco certo. Encham o saco de seus funcionários e percebam como eles se tornam mais eficazes e felizes. Cara feia, mau humor, críticas em demasia só vão encher o saco errado.

Por isso, quando perguntam por que meus pupilos vão sempre ao encontro do sucesso, eu respondo: "Porque eu encho o saco de todos eles...."

Fonte: COBRA, Nuno. A semente da vitória. 100. ed. São Paulo: Editora Senac, 2000, p. 54-56.
Excelentes vendas,

Mario Linhares

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