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22 de ago. de 2013

"Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho"

Em uma entrevista à revista Golf Digest, em 2002, o golfista Gary Player (foto) contou a história desta famosa frase.
"Eu estava treinando em um banco de areia em um campo no Texas quando um simpático senhor com um grande chapéu de cowboy parou para observar.
Assim que ele se aproximou, acertei o buraco em uma tacada. Ele deu uma risada, aplaudiu e me disse: "te dou 50 pratas se você acertar de novo!"
Acertei novamente o buraco em uma tacada, Ele riu de novo e disse: "o dobro ou nada"!
Foram três acertos seguidos ao todo.
Ao tirar o dinheiro da carteira, ele olhou para mim, rindo, e disse: "rapaz, eu nunca vi ninguém tão sortudo assim na minha vida"!
Eu olhei para ele e respondi: "bem, quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho"!"
"Pratice makes perfect".
Sucesso a todos!
Mario Linhares

9 de ago. de 2012

Londres 2012: Brasil iguala o número de medalhas de Pequim 2008

Delegação brasileira no desfile da cerimônia de abertura
O Brasil já garantiu o mesmo número de medalhas em relação à última edição dos Jogos Olímpicos: quinze. 

Em Pequim, conquistamos três ouros, quatro pratas e oito bronzes. Em 
Londres já estão definidos dois ouros, duas pratas e sete bronzes. Outras quatro medalhas já estão garantidas, falta definir a cor: o Futebol Masculino e o Vôlei Feminino (ouro ou prata) e o Boxe, com os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão (ouro, prata ou bronze).

Podemos ultrapassar a marca de medalhas de Pequim com a Vela, na Classe 470 feminina. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estão em 5º e vão disputar a Medal Race no sábado com possibilidade de bronze. No Taekwondo, Natália Falavigna é candidatíssima ao pódio em todas as revistas especializadas.

Ainda tem o Vôlei Masculino. A equipe de Bernardinho disputa amanhã a semifinal com a Itália. Se ganhar é no mínimo prata. Se perder ainda vai disputar o bronze.

Na prova mais nobre dos Jogos, a Maratona, temos o Marilson dos Santos, tricampeão da São Silvestre e bicampeão da Maratona de Nova Iorque. Ele conquistou a melhor marca da carreira na Maratona de Londres do ano passado (2:06'34"), quando foi 4º colocado. Este ano ele disputou novamente para estudar o percurso e ficou em 7º. Não forçou por causa da preparação olímpica. 

Podemos torcer também para o Pentatlo Moderno Feminino. A Yane Marques só não ganhou medalha em Pequim  (foi 5ª colocada) porque teve problema com o Hipismo. Para Londres está muito forte e vem embalada com o Bronze no Campeonato Mundial. E agora tem um cavalo "porreta" como ela mesmo define!!! 

Parabéns a nossos campeões - atletas e comissões técnicas - verdadeiros herois!!! Estas duas semanas foram exemplos de superação.

Sucesso.

Mario Linhares

4 de ago. de 2012

A importância da preparação psicológica

Fabiana Murer: campeã mundial não se classificou para a final olímpica
Estas Olimpíadas têm sido um grande exemplo para todos nós.

O que mais me chamou a atenção no dia de hoje foi ter visto dois atletas brasileiros, campeões mundiais em suas provas, Fabiana Murer - no salto com vara - e Mauro Vinícius da Silva, o Duda - no salto em distância, terem desempenhos muito abaixo do esperado em suas provas. Fabiana nem se classificou para a final e Duda terminou em sétimo, após queimar quatro saltos na final.

Notem que ambos eram candidatíssimos a conquistas de medalhas em todas as listas especializadas do mundo.

Podemos citar outros casos de atletas brasileiros ou de outras nacionalidades, mas o importante aqui é um ponto: por que, depois de um ciclo olímpico perfeito, com marcas que os qualificaram à condição de favoritos, tiveram um resultado tão abaixo do esperado?

Podem ter certeza que foi por descontrole emocional. Muitos chamam isso de "amarelão", eu não gosto deste termo. O fato é: eles erraram fundamentos que treinam à exaustão há anos, diversas vezes por dia, faça chuva ou faça sol.

Há muitos exemplos de atletas de ponta, recordistas mundiais que, na hora H, perderam a tão esperada medalha por "detalhes". Por descontrole emocional. O mais famoso que me vem à mente foi Sergei Bubka. Ele ganhou ouro em sua primeira Olimpíada (Seul - 1988), quando ainda não era recordista mundial. Depois disso, quebrou o recorde mundial 35 vezes no salto com vara, até chegar aos 6,15 metros (marca que muitos consideram imbatível!!!). Disputou mais três jogos (Barcelona - 1992, Atlanta - 1996 e Sydney - 2000). Era franco favorito em todos. Resultado: desempenho pífio, muito abaixo do esperado. NENHUMA medalha!!! Quando precisou mostrar que era o melhor (e era!!!), faltou preparo psicológico.

Se atletas de alta performance, verdadeiros e indiscutíveis campeões, passam por isso, o que será de nós, simples mortais, ao lidar com pressão? O que fazer?

Prepare-se à exaustão. Domine as competências necessárias. Mentalize todas as possibilidades, boas e ruins. Desenvolva alternativas e caminhos a seguir para cada uma delas. Fortaleça-se psicologicamente. E o principal: imagine-se vencedor.

Toda realização nasce primeiro no plano mental. Antes de vencer no mundo físico, você tem que fazê-lo no mundo mental.

Sucesso.

Mario Linhares

2 de ago. de 2012

A superação é a maior conquista

Michael Phelps: 22 medalhas olímpicas e 37 recordes mundiais
O nome Michael Phelps é sinônimo de superação.

As conquistas mais conhecidas são as esportivas:
Phelps é o maior medalhista dos Jogos Olímpicos com 22 medalhas (18 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze). Além disso é o único tricampeão olímpico de natação - em duas provas: 200 metros medley e 100 metros borboleta. Sem falar nos incríveis 37 recordes mundiais. Dificilmente surgirá um outro nadador tão completo.

Ao ver estes resultados pode-se, em um primeiro momento, imaginar que este super campeão nasceu, cresceu e se desenvolveu de forma perfeita e não teve que superar nenhuma barreira para chegar aonde chegou. O que pouca gente sabe é que, quando criança, poucos imaginavam que ele teria algum sucesso em sua vida, dentro ou fora do esporte.

Muito cedo ele foi diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH, uma síndrome caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Por causa do TDAH, foi um aluno problemático, sendo frequentador assíduo da sala do diretor de seu colégio. As brigas e suspensões eram frequentes.

Poucas coisas prendiam sua atenção. Entre elas estava a natação, que começou aos sete anos por recomendação médica - ele sofria de asma. Aos dez anos bateu o recorde americano na sua faixa de idade. Neste mesmo ano foi suspenso mais de dez vezes. Aos doze foi expulso da escola por brigar em sala de aula. O motivo? Era vítima constante de bullying e foi chamado de retardado por um colega.

Neste mesmo ano foi "adotado" pelo técnico americano Bob Bowman, que providenciou acompanhamento especializado e conseguiu que ele mantivesse o foco no desenvolvimento de seu grande potencial.

Valeu à pena. Aos quinze anos participou das Olimpíadas de Sydney (2000) sem conquistar medalhas, mas chegando a uma final. Alguns meses depois tornou-se o atleta mais novo da história a bater um recorde mundial da natação nos 200 metros borboleta.

Aos 19 anos, foi para sua segunda Olimpíada, Atenas (2004). Nadou em oito provas. Ganhou medalhas em todas (6 ouros e 2 bronzes). Neste mesmo ano foi preso por dirigir alcoolizado e foi condenado a 18 meses de serviços comunitários. Foi "crucificado" pela mídia. Isolou-se e focou apenas em treinamentos e nos estudos. Tinha acabado de entrar na Universidade de Michigan.

Quatro anos mais tarde, nas Olimpíadas de Pequim, ganhou TODAS as oito provas que disputou, batendo o recorde de Mark Spitz - sete ouros em Munique (1972). Virou o queridinho da America. Até ser filmado fumando maconha em uma festa na universidade. Foi mais uma vez "crucificado" e desta vez suspenso por doping.

Aproveitou para estudar e conseguiu se formar - algo impensável alguns anos antes - em Marketing.

Em Londres, quatro ouros e duas pratas. Recorde de medalhas olímpicas. Tornou-se um ícone mundial. Superou a desconfiança de colegas, dos professores, da família, provavelmente dele mesmo. Virou referência. Por ser perfeito? Longe disso. Foi por ter direcionado todo o seu talento, toda a sua energia para superar suas deficiências, suas fraquezas.

Esta é sua maior conquista: ele nunca deixou de ser humano. Apenas se superou.

Sucesso.

Mario Linhares

19 de jul. de 2012

Os verdadeiros campeões constroem catedrais!


A história é curta mas merece uma longa reflexão sobre a forma como você enxerga a vida.

Um homem entrou em uma obra e viu três pedreiros trabalhando.

Aproximou-se do primeiro e perguntou: "O que você está fazendo". O pedreiro, nem ao menos olhou para ele e respondeu: "estou assentando tijolos."

O mesmo homem fez a mesma pergunta para o segundo pedreiro. Este parou , olhou para ele, limpou a testa com a manga da camisa, refletiu um pouco e respondeu: "estou levantando uma parede."

O homem dirigiu-se então ao terceiro pedreiro. Notou que trabalhava muito motivado e tinha uma energia invejável. Estava plenamente comprometido com sua missão. Fez a ele a mesma pergunta.

Ele virou-se com um sorriso no rosto, estufou o peito com orgulho e respondeu de forma vibrante: "estou construindo uma catedral!"

Infelizmente, a postura mental da maioria das pessoas é de "assentar tijolos". Poucos "levantam paredes". E raros são aqueles que "constroem catedrais".

Sei que muita gente vai pensar que isto é uma grande bobagem, afinal os três são pedreiros e vão ganhar a mesma coisa. Se você tem esta atitude mental, reflita um pouco. Em sua opinião quem é mais feliz? Quem é mais querido? Quem se comunica melhor? Quem se integra mais em uma equipe? Quem obtém mais sucesso ao longo da vida?

Pode estar certo de uma coisa: os verdadeiros campeões constroem catedrais!!!

Sucesso.

Mario Linhares


1 de jun. de 2012

O impossível só existe se você acreditar nele

Em 1990, o Comitê Olímpico Internacional incluiu o Vôlei de Praia como esporte olímpico, com estreia prevista para Atlanta, nos EUA, seis anos mais tarde. Naquela época o esporte era dominado quase que em sua totalidade, por dois países: EUA e Brasil.

Ao saberem da inclusão, Kerri Pottharst e Natalie Cook, duas atletas medianas de vôlei de quadra, que nunca haviam sequer participado da seleção nacional australiana - país sem nenhuma tradição no esporte - tomaram uma decisão: seriam campeãs olímpicas em Sydney, 10 anos depois.

O trabalho foi longo. Começaram o planejamento pelo final: o ouro olímpico em 26 de setembro de 2000. Definiram o que seria necessário: comissão técnica, apoio nutricional, psicológico, torneios no exterior. Reuniram todas as economias e levantaram recursos limitados com entidades públicas e privadas.

A primeira contratação foi o treinador americano Steve Anderson (foto), indicação de um amigo que o conheceu nos EUA. Além de ter sido atleta de basquete amador e ter tido uma passagem sem sucesso pelo vôlei de praia da Califórnia, Steve trabalhava na época como vendedor de uma empresa de suplementos alimentares. Era uma pessoa extremamente carismática e querida entre os atletas da modalidade. Mas não tinha NENHUMA experiência como treinador.

"Escolhemos o Steve por diversas razões. Queríamos um treinador americano ou brasileiro. Como não falávamos português achamos que a comunicação com um americano seria mais fácil. Este conjunto de fatores nos fez escolher o Steve. Gostamos dele. Acreditamos no que ele nos passou na entrevista. Mas havia uma questão importante: não podíamos pagar um salário muito alto, apenas US$ 500,00 por semana. Apesar disso, ele aceitou o desafio, acreditou no projeto." Afirmou Natalie Cook à Sports Illustrated após os Jogos de Sydney.

A segunda contratação, "provavelmente a mais importante", segundo Steve Anderson, foi Kurek Ashley (na foto entre Kerri Pottharst e Natalie Cook), famoso palestrante e motivador australiano, conhecido por grandes transformações psicológicas em pessoas de sucesso.

O programa desenvolvido por ele, e que foi seguido à risca pelos três, envolvia foco total no ouro em Sydney. Para se ter uma ideia dos detalhes, os tubos de pasta de dentes, embalagens de xampu, cremes, caixas de ceral, de leite, latas e muito mais eram "envelopados" com adesivos escritos "OURO EM SYDNEY". Ao acordar pela manhã eles se olhavam no espelho e diziam em voz alta para si mesmos: "hoje darei mais um passo em direção ao ouro em Sydney."

Além disso, claro, muito treino físico, técnico e tático. Desde 1991, foram três anos com uma carga superior a seis horas por dia. A participação em torneios era restrita aos de menor importância na Austrália.

A partir de 1994 começaram a participar do Circuito Mundial. Entrevistadas pelo Corriere Dello Sport - depois de participar de seu quinto torneio e conquistar a oitava derrota seguida, sem conquistar sequer uma vitória - foram perguntadas qual era seu objetivo no esporte. A resposta: o ouro em Sydney. Foram ridicularizadas. Viraram motivo de chacota.

Mas não perderam o foco. Continuavam treinando e repetindo seu ritual diário. Foram necessárias 14 partidas para conquistarem sua primeira vitória. Terminaram o ano com a nada animadora marca de 23 partidas e apenas CINCO vitórias. A melhor colocação em um torneio foi a classificação para a chave principal e eliminação na PRIMEIRA rodada, em Jablonki, na Polônia. Posição no ranking: 187º.

Em 1995 já tiveram uma clara evolução: 32 partidas com 23 vitórias e duas participações em quartas de final e duas em oitavas de final. Ranking: 35ª melhor dupla do ano, o que, com os descartes, representava a classificação para as Olimpíadas de Atlanta, a primeira com a participação do Vôlei de Praia como esporte olímpico.

O resultado deu moral à dupla e ao treinador. O objetivo estava mais próximo. Mantiveram-se focados no longo caminho que ainda tinham que percorrer.

Veio o ano olímpico. Foram a grande surpresa do início da temporada, chegando a duas semifinais no Circuito Mundial, sem contudo conquistar medalhas, e duas quartas de final. Nas Olimpíadas, a grande surpresa: uma campanha quase perfeita. três vitórias seguidas às conduziram para a semifinal contra as brasileiras Monica Rodrigues e Adriana Samuel. Primeira e única derrota olímpica: 15 x 3. Na decisão da medalha de bronze, vitória por 2 x 0 (15/11 e 15/7) sobre as americanas Hanley e Harris (na foto, Kerri Pottharst na disputa da medalha de bronze).

A PRIMEIRA medalha conquistada pela dupla era o bronze olímpico!!!

No ano seguinte, sagraram-se vice campeãs mundiais e conquistaram definitivamente o respeito da comunidade internacional.

A equipe se separou por pouco mais de um ano e retomou o projeto em 1999, 18 meses antes das Olimpíadas de Sydney. Vieram com força total nos treinos, foco máximo.

Tinham porém um grande obstáculo: as brasileiras Shelda e Adriana Behar, que estavam no auge da forma física e técnica. A dupla era na época TETRA campeã mundial e havia ganho 80% dos torneios que havia disputado.

Todos julgavam que o período de afastamento custaria à dupla a medalha olímpica. O ano era sofrível. Só conseguiram a classificação para a olimpíada por serem a melhor dupla australiana, pois estavam em 89º lugar no ranking mundial.

Elas e o técnico, porém, continuaram acreditando e trabalharam como nunca.

O resultado foi surpreendente:  campeãs invictas com direito à vitória na final por 2 x 0 (12/11 e 12/10) sobre a melhor dupla do mundo na época, Adriana e Shelda.

O "impossível" havia se tornado realidade. O projeto tornou-se possível devido à dedicação, ao empenho, ao planejamento e a outros fatores importantes, mas o que realmente foi decisivo foi ACREDITAR que era POSSÍVEL, REALIZÁVEL.

Acredite que é possível realizar. Mantenha o foco. Trabalhe com afinco e dedicação diariamente para que seu objetivo se torne mais próximo. Não se abata com a opinião negativa das pessoas à sua volta.

O impossível só existe se você acreditar nele.

Sucesso.

Mario Linhares

16 de mar. de 2012

Mesmo que tudo pareça dar errado, não desista

A história que narro abaixo é uma melhores que já li sobre superação, resiliência e perseverança. Recebi há pouco mais de quinze anos, por e-mail, de um grande amigo, que tentava me consolar depois de um grande fracasso. Estava tão abalado que pensei em desistir de meu projeto de tornar-me um empreendedor.

A história me deu forças para "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima". Dedico a você que depois de um grande baque tem vontade de desistir de tudo, de esquecer seu sonho, seu objetivo. Dedico a você que acha que só há uma grande chance na vida.

Lembre-se: o universo conspira a nosso favor, Esteja preparado pois, quando menos se espera, uma nova oportunidade aparece e você só vai perceber se estiver pronto para ela.

Esta é a história de Soichiro Honda, fundador da fábrica de motocicletas que leva seu nome.

S. Honda aos 18 anos
Ele nasceu em 1906, em uma pequena aldeia no Japão, Hamamatsu. Sua família era humilde, seu pai era ferreiro e não teve acesso à educação formal quando criança. Somente aos 12 anos entrou para a escola, que abandonou apenas dois anos depois, pois não se interessava por livros e pela teoria.

Desde cedo, porém, gostava de desmontar e descobrir como as coisas funcionavam. Aos oito anos construiu sua primeira bicicleta. Aos treze já tinha diversas pequenas invenções. Quando completou 16 anos, mudou-se para Tóquio e conseguiu um emprego de aprendiz em uma oficina mecânica.

Alguns anos depois voltou para sua cidade natal e montou sua própria oficina. Casou-se e passou a trabalhar cerca de 20 horas por dia, dormindo na própria oficina. Neste período começou a desenvolver o projeto de uma bicicleta motorizada. Após desenvolver o protótipo e registrá-lo, o apresentou para uma grande empresa, que recusou o produto por "não atender o padrão mínimo de qualidade exigido" e "não ser de interesse do mercado".

Protótipo da "bicicleta motorizada" de Soichiro Honda
Muitos teriam desistido aí. O que ele fez? Incluiu inovações no projeto e criou um novo protótipo e o apresentou novamente. Conseguiu o aporte de capital necessário para a construção de uma pequena fábrica, inaugurada pouco antes do início da II Guerra Mundial.

Os negócios estavam começando a deslanchar quando sua fábrica foi bombardeada em um ataque americano, sendo completamente destruída. Muitas pessoas pensariam, que aquilo era um sinal para desistir, Soichiro Honda não.

Começou a reconstrução da fábrica, através de empréstimos bancários, e retomou a produção. Seis meses depois de inaugurada a nova fábrica, porém, um terremoto de grandes proporções pôs tudo abaixo!!! Tenho certeza que a grande maioria das pessoas que lerem esta história pensariam em, finalmente, desistir. Ele, não.

Soichiro Honda aos 75 anos
Começou, novamente a reconstrução e, finalmente, o universo conspirou a seu favor: uma grande escassez de combustível fez com que o governo japonês financiasse a expansão da fábrica e criasse uma linha de crédito especial para a aquisição das "bicicletas motorizadas" de Soichiro Honda.

A procura pelo produto revolucionário faz com que ele buscasse parcerias com distribuidores independentes e rapidamente formou uma rede de 5 mil lojas que, não só viraram pontos de vendas, como também investidores no crescimento da empresa.

Hoje a Honda Motor Company é a maior fabricante de motocicletas do mundo e uma das gigantes da indústria automobilística.

Soichiro Honda tornou-se um ícone de empreendedorismo. Ele faleceu aos 85 anos, em 1991. Sua grande lição? Não desista nunca de seu sonho.

Sucesso.

Mario Linhares