20 de out. de 2014

Por que caímos?

A indústria dos quadrinhos popularizou a imagem do super herói. Há centenas de personagens para todos os gostos e com os mais diversos superpoderes. Mas um em especial tem um carisma incomparável: Batman!
Christina Bale e Michael Kane em 'O Cavaleiro das Trevas'
O homem morcego, que combate o crime em Gotham City desde a década de 1930, inicialmente sob a pena de Bob Kane, foi levado para a tela pequena, como série e desenho animado e, para o cinema, com recordes de bilheteria.
Mas o que mais me chama atenção é que o alter ego de Bruce Wayne não tem qualquer superpoder. O herói nada mais é que uma pessoa comum que se dedicou de corpo e alma para potencializar ao máximo os poderes que qualquer ser humano normal tem.
O cavaleiro das trevas ressurge do "fundo do poço" e se torna referência de superação.
Um diálogo recorrente nos filmes é o maior ensinamento da série. O mordomo e tutor, Alfred, pergunta: "Patrão Bruce, por que caímos?" A resposta, sempre fruto de reflexão: "Para que possamos aprender a levantar!"
Isso é o que faz de nós super heróis do dia a dia: a capacidade de aprendermos a levantar. Precisamos conhecer nossas limitações e trabalhá-las a partir de nossos "tombos". E só assim seremos os heróis sem capa que merecemos ser!

22 de mai. de 2014

Ato Público em favor do America, do Futebol e dos Clubes

Sou torcedor apaixonado e sócio proprietário do America, um dos clubes mais tradicionais do Brasil e que passou, ao longo dos últimos anos, por graves crises institucionais. Mas que este ano inicia um círculo virtuoso, um processo de renovação. Como virou moda dizer, está sendo ‘repaginado’. 


Reproduzo acima a versão digital do House Organ do clube. Se quiser ler ou fazer o download da versão em PDF, clique aqui. Sinta-se à vontade para retransmitir para o maior número de pessoas! A matéria principal é sobre o Ato Público em favor do America, do Futebol e dos Clubes, que será realizado na ABI - Associação Brasileira de Imprensa - no dia 2 de junho, segunda-feira, das 18 às 21 horas.

Eu terei a honra de ser o Mestre de Cerimônias do evento, que reunirá as principais lideranças do Rio de Janeiro e do Brasil.

É uma excelente oportunidade para apoiar e prestigiar. O America precisa do apoio de todos, afinal são 110 anos de história que se integram, não só à do futebol, bem como à do Rio de Janeiro e à do Brasil. Não à toa é o clube mais simpático e querido do país.

Agradeço e parabenizo os envolvidos nesse processo. Tenho muito orgulho em estar vivendo esse momento histórico de transformação do America ao lado de pessoas como vocês.

Sucesso a todos.

7 de mai. de 2014

25 anos de Turismo

Na semana passada completei 25 anos de turismo e selecionei alguns momentos inesquecíveis.

Caderno Internacional da Soletur e a melhor equipe de guias já formada no Brasil e no mundo!
Ingressei na maravilhosa indústria do turismo através de uma gigante: tive a honra de fazer parte da equipe Soletur, uma verdadeira escola, onde aprendi muito do que sei hoje.

Tive a felicidade de conviver com monstros sagrados do trade, como Álvaro Terra, Alexandre Cavalcanti, Mauro Friedrich, Paulo Testa, Telmo Xavier Do Nascimento, Roberto Soares e Alexandre Salvador (estes junto comigo na foto abaixo) e também com outras feras como Marcelo de Faro, Osmar DaCosta, Heraldo Carvalho da Silveira, Paulo Souto, Marcelo Guimarães, Jaime Santos, Jonathas Franco Vecchi,  os mestres Eusébio, Gessy, Silveira, Joatam e muitos outros.

A lista é imensa! Para não cometer injustiças, vou parar por aqui!

Outra gigante da qual tive a honra de fazer parte foi a CVC! Aprendi muito lá e também fiz grandes amigos. Não vou mencionar todos, pois seria impossível, mas vou representá-los em um nome que traduz o que é a empresa e o que é essa indústria no Século XXI: Valter Patriani, simplesmente o REI!

Um momento especial para mim foi quando dividi o microfone com o Valter, um dos maiores palestrantes que já vi e com quem aprendi muito. Foi no Encontro com Lideranças do Turismo do Rio de Janeiro, no Vila Galé, em Angra dos Reis.

Na onda do meu "Jubileu de Prata" no turismo, um momento muito especial: ser Guia de um dos muitos FamTours no Canadá com gerentes e vendedores da Soletur e das melhores agências de viagens do Brasil. Tive a honra de conviver com a elite do turismo e de fazer grandes amigos e aprender muito com todos eles.

A foto foi tirada no 'Le Vieux Moulin' (Grondines, Quebec), moinho do Século XVIII transformado em restaurante histórico. Foi gentilmente enviada pelo meu irmão e amigo Osmar da Costa, um dos melhores profissionais com quem tive a oportunidade de trabalhar (na Soletur e na CVC)!

Em resposta ao surgimento e fortalecimento das OTA's, criei - em parceria com meu amigo e sócio Álvaro Terra - o artigo  "Vencendo a Guerra contra as Pontocom", publicado no Mercado e Eventos (edição 218 - fevereiro de 2013), que rendeu algumas boas palestras pelo Brasil!

O Mercado e Eventos é, atualmente, a principal publicação profissional impressa da indústria do turismo. Foi uma honra para mim fazer parte do seleto grupo de profissionais convidados para assinar um artigo, ainda mais sobre um tema tão importante!



Para finalizar, selecionei um projeto atualíssimo: o "Programa de Turismo",  que vem sendo desenvolvido há pouco mais de um ano e que até o final de 2014 vai ganhar TV aberta! Parceria com a Rio Web TV, do competentíssimo Dominique Biniou! Esse é um dos pilotos, que foram veiculados na web, sobre a cidade mais linda do mundo, o Rio de Janeiro.

Obrigado pelo apoio de todos! Estou pronto para mais 25 anos!

Sucesso!

21 de mar. de 2014

Ayrton: o melhor de todos

Se vivo, hoje Ayrton Senna completaria 54 anos. 

Quem não se lembra com alegria, emoção e carinho, das muitas manhãs (e madrugadas) de domingo à frente da TV? Ayrton foi, e continua sendo, exemplo de determinação, dedicação e superação. 


Perto de completar 20 anos sem ele, não poderia deixar de prestar aqui minha homenagem.

Obrigado, Ayrton.

19 de mar. de 2014

Cuidado com o que lê e compartilha

Uma suposta entrevista do jornal O Globo com o bandido "Marcola" tem circulado nas redes sociais e também tem sido repassada repassada por e-mail para milhões de brasileiros. 


Essa é mais uma das mentiras que circulam na rede, juntamente com centenas de outras capas 'fake' de revistas e jornais de grande circulação e de artigos supostamente assinados por personalidades.

Tudo tem um objetivo: criar DESinformação!

O acesso à informação é um dos benefícios do mundo moderno. Mas temos que fazer a nossa parte: antes de compartilhar algo, verifique sua veracidade.

É muito fácil: viu aquela capa da Veja, aquela notícia em Isto é ou em O Globo, entre no site oficial do veículo e veja se é verdade mesmo.

Se for, cumpra seu dever democrático. Se não for, alerte os amigos.

Vamos colaborar para que a internet e as redes sociais possam ser um local de  acesso REAL à informação, não uma fábrica de boatos. Do medo. Do caos.

Em tempo: colo aqui o link de uma reportagem de 2007 (!), do Jornal da Ordem, que fala da 'entrevista' que menciono no início do post.

http://www.jornaldaordem.com.br/noticia_ler.php?id=7209

Sucesso a todos.

2 de jan. de 2014

Feliz ano novo a todos

Hoje vou pedir licença para falar de um dos mais lindos espetáculos da terra: o Réveillon de Copacabana. Eu, como carioca e profissional e empresário de turismo, sou apaixonado pela Cidade Maravilhosa. Não por acaso é a única cidade no mundo a ter recebido da UNESCO o prêmio de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural.

O vídeo abaixo é uma produção do Amigo no Rio.

Se gostarem, curtam a Fan Page no Facebook: http://facebook.com/amigonorio.



Feliz ano novo a todos!

3 de out. de 2013

Vem pra Caixa você também!



Amigos, já comentei com alguns de vocês do super apoio que a Caixa Econômica Federal está dando ao Amigo no Rio. Inclusive em todos os 'Programas de Turismo', sempre mencionamos a instituição financeira nos créditos na parte de 'agradecimentos'.

Agora, soube pelo meu amigo Luiz Octavio Moreira, gerente da CEF da (minha) agência Palácio da Fazenda, de algumas facilidades para agências de viagens e profissionais do turismo que incluem linhas de crédito e microcrédito, entre outros serviços, sem burocracia.

Por isso, o convidei para fazer uma palestra fechada para profissionais do setor com todos os esclarecimentos necessários.

Sabe aquele empurrão que sua empresa precisa para decolar (sem trocadilhos)? Pode estar aí.

Quem tiver interesse em participar me mande um e-mail para mario@amigonorio.com.br.

Parabéns à CEF pela iniciativa. Vocês sabem que sou fã número 1!

30 de set. de 2013

Programa de Turismo: Porto Seguro

No Programa de Turismo desta segunda feira, bati um papo com Marcelo Guimarães sobre Porto Seguro e toda a região da Costa do Descobrimento. Assista agora e dê sua opinião.



Gostou de Porto Seguro e quer ganhar três diárias no Praia Mar Hotel? Clique aqui e descubra como.

Sucesso,

Mario Linhares

28 de set. de 2013

Estreia do Programa de Turismo

Esta semana foi a estreia do Programa de Turismo na Rio Web TV. Recebi os amigos Fernando Sequeira, executivo dos hoteis Best Western na Região, e Marcelo Guimarães, da Calgary Turismo, para falar sobre Porto de Galinhas (PE).

Assista à estreia e lembre-se: toda segunda, às 15h00 temos um encontro na Rio Web TV, para o Programa de Turismo.



22 de ago. de 2013

"Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho"

Em uma entrevista à revista Golf Digest, em 2002, o golfista Gary Player (foto) contou a história desta famosa frase.
"Eu estava treinando em um banco de areia em um campo no Texas quando um simpático senhor com um grande chapéu de cowboy parou para observar.
Assim que ele se aproximou, acertei o buraco em uma tacada. Ele deu uma risada, aplaudiu e me disse: "te dou 50 pratas se você acertar de novo!"
Acertei novamente o buraco em uma tacada, Ele riu de novo e disse: "o dobro ou nada"!
Foram três acertos seguidos ao todo.
Ao tirar o dinheiro da carteira, ele olhou para mim, rindo, e disse: "rapaz, eu nunca vi ninguém tão sortudo assim na minha vida"!
Eu olhei para ele e respondi: "bem, quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho"!"
"Pratice makes perfect".
Sucesso a todos!
Mario Linhares

10 de dez. de 2012

Quer vender mais? Faça a diferença!

Quer vender mais? Faça a diferença!!!
Tenho conversado com vários profissionais de Turismo que, via de regra, mostram-se insatisfeitos com os rumos do mercado.

Este ano foi repleto de grandes transformações, entre elas a tendência de retração das vendas de operadoras e de agências de viagens.

Esta tendência pegou muitas pessoas no trade de surpresa. Afinal vínhamos de uma década com sucessivos aumentos de vendas em todos os segmentos.

Qual a origem desta "retração"?

Podemos apontar alguns motivos fundamentais, como o alto endividamento da "nova" classe C, a facilidade de compras online, o surgimento de sites de compras coletivas, entre outros.

Todas essas circunstâncias contribuíram fortemente para que as vendas pelos canais tradicionais caíssem fortemente, mas estou certo que nada contribuiu mais que a falta de criatividade do mercado.

Foi-se o tempo que havia oferta de produtos diferenciados. Hoje, salvo honrosas exceções, TODO MUNDO VENDE A MESMA COISA: pacotes com hotel + aéreo + traslado e city tour!!!

O cliente, que já se sente seguro para adquirir tudo o que ele quiser na internet, pode perfeitamente comprar tudo isso e gastar MUITO menos por conta própria. Ou então entrar em um site de compras coletivas e adquirir um pacote promocional com "até 70% de desconto"!!!

As empresas - e os profissionais que as compõem - há muito se esqueceram de oferecer serviços de qualidade que possam atribuir valor, ao invés de simplesmente concorrer com o preço!!!

Lembre-se: as férias são o momento mais valioso do ano para o cliente. Ele quer ser valorizado. Se for para comprar o pacote e nada mais, ele pode fazer por conta própria.

Por que não sugerir um dia a dia personalizado, com as opções que sejam mais interessantes? Ou então negociar com os hoteis um upgrade, ou mesmo um serviço especial, como um café da manhã no apartamento? Isso não é tão difícil, desde que você crie uma rede de parceiros fieis. E a maioria está com uma taxa de ocupação baixa, é fácil negociar.

Que tal enviar para cada passageiro um guia de viagem sob medida com dicas de restaurantes, passeios, compras e eventos com a logomarca de sua agência? Ou até mesmo disponibilizar seu telefone para atendimento 24 horas para resolver qualquer eventualidade.

Pode ter certeza que nenhuma pontocom fará isso!!!

Essas ações agregam VALOR ao produto, criam um serviço diferenciado e, consequentemente, fidelizam o cliente (e os amigos dele)!!!

Tenha sempre em mente: a principal matéria prima do Turismo é gente!!!

Sucesso.

Mario Linhares

9 de ago. de 2012

Londres 2012: Brasil iguala o número de medalhas de Pequim 2008

Delegação brasileira no desfile da cerimônia de abertura
O Brasil já garantiu o mesmo número de medalhas em relação à última edição dos Jogos Olímpicos: quinze. 

Em Pequim, conquistamos três ouros, quatro pratas e oito bronzes. Em 
Londres já estão definidos dois ouros, duas pratas e sete bronzes. Outras quatro medalhas já estão garantidas, falta definir a cor: o Futebol Masculino e o Vôlei Feminino (ouro ou prata) e o Boxe, com os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão (ouro, prata ou bronze).

Podemos ultrapassar a marca de medalhas de Pequim com a Vela, na Classe 470 feminina. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estão em 5º e vão disputar a Medal Race no sábado com possibilidade de bronze. No Taekwondo, Natália Falavigna é candidatíssima ao pódio em todas as revistas especializadas.

Ainda tem o Vôlei Masculino. A equipe de Bernardinho disputa amanhã a semifinal com a Itália. Se ganhar é no mínimo prata. Se perder ainda vai disputar o bronze.

Na prova mais nobre dos Jogos, a Maratona, temos o Marilson dos Santos, tricampeão da São Silvestre e bicampeão da Maratona de Nova Iorque. Ele conquistou a melhor marca da carreira na Maratona de Londres do ano passado (2:06'34"), quando foi 4º colocado. Este ano ele disputou novamente para estudar o percurso e ficou em 7º. Não forçou por causa da preparação olímpica. 

Podemos torcer também para o Pentatlo Moderno Feminino. A Yane Marques só não ganhou medalha em Pequim  (foi 5ª colocada) porque teve problema com o Hipismo. Para Londres está muito forte e vem embalada com o Bronze no Campeonato Mundial. E agora tem um cavalo "porreta" como ela mesmo define!!! 

Parabéns a nossos campeões - atletas e comissões técnicas - verdadeiros herois!!! Estas duas semanas foram exemplos de superação.

Sucesso.

Mario Linhares

4 de ago. de 2012

A importância da preparação psicológica

Fabiana Murer: campeã mundial não se classificou para a final olímpica
Estas Olimpíadas têm sido um grande exemplo para todos nós.

O que mais me chamou a atenção no dia de hoje foi ter visto dois atletas brasileiros, campeões mundiais em suas provas, Fabiana Murer - no salto com vara - e Mauro Vinícius da Silva, o Duda - no salto em distância, terem desempenhos muito abaixo do esperado em suas provas. Fabiana nem se classificou para a final e Duda terminou em sétimo, após queimar quatro saltos na final.

Notem que ambos eram candidatíssimos a conquistas de medalhas em todas as listas especializadas do mundo.

Podemos citar outros casos de atletas brasileiros ou de outras nacionalidades, mas o importante aqui é um ponto: por que, depois de um ciclo olímpico perfeito, com marcas que os qualificaram à condição de favoritos, tiveram um resultado tão abaixo do esperado?

Podem ter certeza que foi por descontrole emocional. Muitos chamam isso de "amarelão", eu não gosto deste termo. O fato é: eles erraram fundamentos que treinam à exaustão há anos, diversas vezes por dia, faça chuva ou faça sol.

Há muitos exemplos de atletas de ponta, recordistas mundiais que, na hora H, perderam a tão esperada medalha por "detalhes". Por descontrole emocional. O mais famoso que me vem à mente foi Sergei Bubka. Ele ganhou ouro em sua primeira Olimpíada (Seul - 1988), quando ainda não era recordista mundial. Depois disso, quebrou o recorde mundial 35 vezes no salto com vara, até chegar aos 6,15 metros (marca que muitos consideram imbatível!!!). Disputou mais três jogos (Barcelona - 1992, Atlanta - 1996 e Sydney - 2000). Era franco favorito em todos. Resultado: desempenho pífio, muito abaixo do esperado. NENHUMA medalha!!! Quando precisou mostrar que era o melhor (e era!!!), faltou preparo psicológico.

Se atletas de alta performance, verdadeiros e indiscutíveis campeões, passam por isso, o que será de nós, simples mortais, ao lidar com pressão? O que fazer?

Prepare-se à exaustão. Domine as competências necessárias. Mentalize todas as possibilidades, boas e ruins. Desenvolva alternativas e caminhos a seguir para cada uma delas. Fortaleça-se psicologicamente. E o principal: imagine-se vencedor.

Toda realização nasce primeiro no plano mental. Antes de vencer no mundo físico, você tem que fazê-lo no mundo mental.

Sucesso.

Mario Linhares

2 de ago. de 2012

A superação é a maior conquista

Michael Phelps: 22 medalhas olímpicas e 37 recordes mundiais
O nome Michael Phelps é sinônimo de superação.

As conquistas mais conhecidas são as esportivas:
Phelps é o maior medalhista dos Jogos Olímpicos com 22 medalhas (18 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze). Além disso é o único tricampeão olímpico de natação - em duas provas: 200 metros medley e 100 metros borboleta. Sem falar nos incríveis 37 recordes mundiais. Dificilmente surgirá um outro nadador tão completo.

Ao ver estes resultados pode-se, em um primeiro momento, imaginar que este super campeão nasceu, cresceu e se desenvolveu de forma perfeita e não teve que superar nenhuma barreira para chegar aonde chegou. O que pouca gente sabe é que, quando criança, poucos imaginavam que ele teria algum sucesso em sua vida, dentro ou fora do esporte.

Muito cedo ele foi diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH, uma síndrome caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Por causa do TDAH, foi um aluno problemático, sendo frequentador assíduo da sala do diretor de seu colégio. As brigas e suspensões eram frequentes.

Poucas coisas prendiam sua atenção. Entre elas estava a natação, que começou aos sete anos por recomendação médica - ele sofria de asma. Aos dez anos bateu o recorde americano na sua faixa de idade. Neste mesmo ano foi suspenso mais de dez vezes. Aos doze foi expulso da escola por brigar em sala de aula. O motivo? Era vítima constante de bullying e foi chamado de retardado por um colega.

Neste mesmo ano foi "adotado" pelo técnico americano Bob Bowman, que providenciou acompanhamento especializado e conseguiu que ele mantivesse o foco no desenvolvimento de seu grande potencial.

Valeu à pena. Aos quinze anos participou das Olimpíadas de Sydney (2000) sem conquistar medalhas, mas chegando a uma final. Alguns meses depois tornou-se o atleta mais novo da história a bater um recorde mundial da natação nos 200 metros borboleta.

Aos 19 anos, foi para sua segunda Olimpíada, Atenas (2004). Nadou em oito provas. Ganhou medalhas em todas (6 ouros e 2 bronzes). Neste mesmo ano foi preso por dirigir alcoolizado e foi condenado a 18 meses de serviços comunitários. Foi "crucificado" pela mídia. Isolou-se e focou apenas em treinamentos e nos estudos. Tinha acabado de entrar na Universidade de Michigan.

Quatro anos mais tarde, nas Olimpíadas de Pequim, ganhou TODAS as oito provas que disputou, batendo o recorde de Mark Spitz - sete ouros em Munique (1972). Virou o queridinho da America. Até ser filmado fumando maconha em uma festa na universidade. Foi mais uma vez "crucificado" e desta vez suspenso por doping.

Aproveitou para estudar e conseguiu se formar - algo impensável alguns anos antes - em Marketing.

Em Londres, quatro ouros e duas pratas. Recorde de medalhas olímpicas. Tornou-se um ícone mundial. Superou a desconfiança de colegas, dos professores, da família, provavelmente dele mesmo. Virou referência. Por ser perfeito? Longe disso. Foi por ter direcionado todo o seu talento, toda a sua energia para superar suas deficiências, suas fraquezas.

Esta é sua maior conquista: ele nunca deixou de ser humano. Apenas se superou.

Sucesso.

Mario Linhares

Nossas medalhas são muito caras

Medalhas brasileiras: oito vezes mais caras que as americanas
Mais um dia de Jogos Olímpicos e mais frustração. Após um início animador, com as belíssimas conquistas do 1º dia (ouro e bronze no Judô e prata na natação), tivemos uma trégua de pódios.

A decepção é maior se analisarmos os investimentos que foram feitos nos últimos anos com dinheiro público. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) investiu R$ 531 milhões oriundos de programas do Ministério do Esporte e da Lei Piva e tem como meta repetir as 15 medalhas de Pequim 2008.

Caso a meta seja atingida, cada medalha terá custado a bagatela de
R$ 35, 4 milhões. Isso só levando em conta o DINHEIRO PÚBLICO. Não entram aqui verbas de patrocínio recebidas isoladamente pelo COB, por cada federação ou atleta.

Para que se tenha um parâmetro de comparação, no ciclo olímpico de Pequim 2008, o USOC (Comitê Olímpico Americano) investiu US$ 232 milhões, cerca de R$ 465 milhões, e os EUA conquistaram 110 (isso mesmo, CENTO E DEZ) medalhas. Cada medalha "custou" R$ 4,2 milhões. Nossas medalhas são mais de OITO vezes mais "caras" que as americanas.

O Brasil tem todas as condições para se transformar em potência olímpica. Temos uma diversidade humana maravilhosa, temos os recursos financeiros para serem investidos (notem que o COB investiu mais que o USOC).

Faltam planejamento e vontade política. Falta política de esporte escolar. Falta descobrir os talentos quando ainda podem ser efetivamente trabalhados.

Se aproveitarmos as Olimpíadas do Rio e começarmos a implantar as mudanças necessárias e investirmos de forma certa, podemos nos transformar em potência esportiva, e não apenas vibrar por conquistas isoladas.

Sucesso.

Mario Linhares

19 de jul. de 2012

Os verdadeiros campeões constroem catedrais!


A história é curta mas merece uma longa reflexão sobre a forma como você enxerga a vida.

Um homem entrou em uma obra e viu três pedreiros trabalhando.

Aproximou-se do primeiro e perguntou: "O que você está fazendo". O pedreiro, nem ao menos olhou para ele e respondeu: "estou assentando tijolos."

O mesmo homem fez a mesma pergunta para o segundo pedreiro. Este parou , olhou para ele, limpou a testa com a manga da camisa, refletiu um pouco e respondeu: "estou levantando uma parede."

O homem dirigiu-se então ao terceiro pedreiro. Notou que trabalhava muito motivado e tinha uma energia invejável. Estava plenamente comprometido com sua missão. Fez a ele a mesma pergunta.

Ele virou-se com um sorriso no rosto, estufou o peito com orgulho e respondeu de forma vibrante: "estou construindo uma catedral!"

Infelizmente, a postura mental da maioria das pessoas é de "assentar tijolos". Poucos "levantam paredes". E raros são aqueles que "constroem catedrais".

Sei que muita gente vai pensar que isto é uma grande bobagem, afinal os três são pedreiros e vão ganhar a mesma coisa. Se você tem esta atitude mental, reflita um pouco. Em sua opinião quem é mais feliz? Quem é mais querido? Quem se comunica melhor? Quem se integra mais em uma equipe? Quem obtém mais sucesso ao longo da vida?

Pode estar certo de uma coisa: os verdadeiros campeões constroem catedrais!!!

Sucesso.

Mario Linhares


1 de jun. de 2012

O impossível só existe se você acreditar nele

Em 1990, o Comitê Olímpico Internacional incluiu o Vôlei de Praia como esporte olímpico, com estreia prevista para Atlanta, nos EUA, seis anos mais tarde. Naquela época o esporte era dominado quase que em sua totalidade, por dois países: EUA e Brasil.

Ao saberem da inclusão, Kerri Pottharst e Natalie Cook, duas atletas medianas de vôlei de quadra, que nunca haviam sequer participado da seleção nacional australiana - país sem nenhuma tradição no esporte - tomaram uma decisão: seriam campeãs olímpicas em Sydney, 10 anos depois.

O trabalho foi longo. Começaram o planejamento pelo final: o ouro olímpico em 26 de setembro de 2000. Definiram o que seria necessário: comissão técnica, apoio nutricional, psicológico, torneios no exterior. Reuniram todas as economias e levantaram recursos limitados com entidades públicas e privadas.

A primeira contratação foi o treinador americano Steve Anderson (foto), indicação de um amigo que o conheceu nos EUA. Além de ter sido atleta de basquete amador e ter tido uma passagem sem sucesso pelo vôlei de praia da Califórnia, Steve trabalhava na época como vendedor de uma empresa de suplementos alimentares. Era uma pessoa extremamente carismática e querida entre os atletas da modalidade. Mas não tinha NENHUMA experiência como treinador.

"Escolhemos o Steve por diversas razões. Queríamos um treinador americano ou brasileiro. Como não falávamos português achamos que a comunicação com um americano seria mais fácil. Este conjunto de fatores nos fez escolher o Steve. Gostamos dele. Acreditamos no que ele nos passou na entrevista. Mas havia uma questão importante: não podíamos pagar um salário muito alto, apenas US$ 500,00 por semana. Apesar disso, ele aceitou o desafio, acreditou no projeto." Afirmou Natalie Cook à Sports Illustrated após os Jogos de Sydney.

A segunda contratação, "provavelmente a mais importante", segundo Steve Anderson, foi Kurek Ashley (na foto entre Kerri Pottharst e Natalie Cook), famoso palestrante e motivador australiano, conhecido por grandes transformações psicológicas em pessoas de sucesso.

O programa desenvolvido por ele, e que foi seguido à risca pelos três, envolvia foco total no ouro em Sydney. Para se ter uma ideia dos detalhes, os tubos de pasta de dentes, embalagens de xampu, cremes, caixas de ceral, de leite, latas e muito mais eram "envelopados" com adesivos escritos "OURO EM SYDNEY". Ao acordar pela manhã eles se olhavam no espelho e diziam em voz alta para si mesmos: "hoje darei mais um passo em direção ao ouro em Sydney."

Além disso, claro, muito treino físico, técnico e tático. Desde 1991, foram três anos com uma carga superior a seis horas por dia. A participação em torneios era restrita aos de menor importância na Austrália.

A partir de 1994 começaram a participar do Circuito Mundial. Entrevistadas pelo Corriere Dello Sport - depois de participar de seu quinto torneio e conquistar a oitava derrota seguida, sem conquistar sequer uma vitória - foram perguntadas qual era seu objetivo no esporte. A resposta: o ouro em Sydney. Foram ridicularizadas. Viraram motivo de chacota.

Mas não perderam o foco. Continuavam treinando e repetindo seu ritual diário. Foram necessárias 14 partidas para conquistarem sua primeira vitória. Terminaram o ano com a nada animadora marca de 23 partidas e apenas CINCO vitórias. A melhor colocação em um torneio foi a classificação para a chave principal e eliminação na PRIMEIRA rodada, em Jablonki, na Polônia. Posição no ranking: 187º.

Em 1995 já tiveram uma clara evolução: 32 partidas com 23 vitórias e duas participações em quartas de final e duas em oitavas de final. Ranking: 35ª melhor dupla do ano, o que, com os descartes, representava a classificação para as Olimpíadas de Atlanta, a primeira com a participação do Vôlei de Praia como esporte olímpico.

O resultado deu moral à dupla e ao treinador. O objetivo estava mais próximo. Mantiveram-se focados no longo caminho que ainda tinham que percorrer.

Veio o ano olímpico. Foram a grande surpresa do início da temporada, chegando a duas semifinais no Circuito Mundial, sem contudo conquistar medalhas, e duas quartas de final. Nas Olimpíadas, a grande surpresa: uma campanha quase perfeita. três vitórias seguidas às conduziram para a semifinal contra as brasileiras Monica Rodrigues e Adriana Samuel. Primeira e única derrota olímpica: 15 x 3. Na decisão da medalha de bronze, vitória por 2 x 0 (15/11 e 15/7) sobre as americanas Hanley e Harris (na foto, Kerri Pottharst na disputa da medalha de bronze).

A PRIMEIRA medalha conquistada pela dupla era o bronze olímpico!!!

No ano seguinte, sagraram-se vice campeãs mundiais e conquistaram definitivamente o respeito da comunidade internacional.

A equipe se separou por pouco mais de um ano e retomou o projeto em 1999, 18 meses antes das Olimpíadas de Sydney. Vieram com força total nos treinos, foco máximo.

Tinham porém um grande obstáculo: as brasileiras Shelda e Adriana Behar, que estavam no auge da forma física e técnica. A dupla era na época TETRA campeã mundial e havia ganho 80% dos torneios que havia disputado.

Todos julgavam que o período de afastamento custaria à dupla a medalha olímpica. O ano era sofrível. Só conseguiram a classificação para a olimpíada por serem a melhor dupla australiana, pois estavam em 89º lugar no ranking mundial.

Elas e o técnico, porém, continuaram acreditando e trabalharam como nunca.

O resultado foi surpreendente:  campeãs invictas com direito à vitória na final por 2 x 0 (12/11 e 12/10) sobre a melhor dupla do mundo na época, Adriana e Shelda.

O "impossível" havia se tornado realidade. O projeto tornou-se possível devido à dedicação, ao empenho, ao planejamento e a outros fatores importantes, mas o que realmente foi decisivo foi ACREDITAR que era POSSÍVEL, REALIZÁVEL.

Acredite que é possível realizar. Mantenha o foco. Trabalhe com afinco e dedicação diariamente para que seu objetivo se torne mais próximo. Não se abata com a opinião negativa das pessoas à sua volta.

O impossível só existe se você acreditar nele.

Sucesso.

Mario Linhares